La Chascona: casa de Pablo Neruda em Santiago

"Amo-te sem saber como, nem quando, nem onde, amo-te simplesmente sem problemas nem orgulho: amo-te assim porque não sei amar de outra maneira." - Pablo Neruda

Pablo Neruda foi o mais importante poeta chileno, vencedor do Prêmio Nobel de Literatura de 1971, e cônsul do Chile na Espanha (1934-1938) e no México. Ele nasceu em Parral, em 1904, como Ricardo Eliécer Neftalí Reyes Basoalto, mas ainda jovem adotou o pseudônimo de Pablo Neruda (inspirado no escritor checo Jan Neruda).


O poeta tem três casas no Chile - La Chascona, em Santiago, La Sebastiana, em Valparaíso e Isla Negra, em Isla Negra (vila de pescadores a 100 km da capital chilena).

A La Chascona começou a ser construída em 1953, para a amante e última esposa de Neruda, Matilde Urrutia. Este nome "Chascona" era como ele a chamava (em português: descabelada), por causa do seu volumoso cabelo vermelho.

Ela fica bem aos pés do Cerro San Cristóbal (é bem ao lado do funicular que sobe o Cerro) e foi projetada pelo arquiteto catalão Germán Rodríguez Arias. Atualmente, a casa-museu é também a sede da Fundação Pablo Neruda, que tem a missão de preservar e promover o legado do poeta, e uma biblioteca com obras dele.


Em um terreno muito íngreme, dividiram a construção em três partes conectadas por escadas e lindos jardins. Inicialmente, ela foi desenhada de frente para o sol, para conseguirem uma bela vista da cidade, mas Neruda preferiu a vista para as montanhas. O poeta fez várias intervenções no projeto e, a minha sensação é que de fato o lugar captura um pouco da alma dele (fui bem na época em que estudei o poeta).



A paixão por Matilde é celebrada nos detalhes - as janelas tem a imagem do sol representando ela e seus cabelos ou as iniciais - PM. A fascinação pelo mar também está registrada na casa, que lembra um barco. Infelizmente é proibido fotografar o seu interior, mas é possível fazer um tour virtual aqui.


Pablo Neruda morreu em 1973 (o corpo está enterrado na casa Isla Negra), dias após o golpe militar que derrubou o presidente Salvador Allende, mas Matilda continuou a morar no local até sua morte, em 1985.

Além dos ambientes, móveis e objetos pessoais do casal, hoje na La Chascona são conservadas obras de pintores chilenos e estrangeiros, esculturas africanas, entre outras coisas. É uma verdadeira aula de história que a família toda adorou!

Agora as visitas contam com áudio-guias, incluídos na taxa de admissão, disponíveis em português, inglês, francês, alemão e espanhol, para tornar a experiência ainda mais completa.

Não é preciso fazer reservas. A entrada é por ordem de chegada e está sujeita à disponibilidade de lugares por dia. Os ingressos custam $ 5.000,00 pesos chilenos (cerca de R$ 21,50) por pessoa - para crianças até 17 anos, cobram $ 1.500,00 pesos chilenos (cerca de R$ 6,50).

Em janeiro e fevereiro o horário de funcionamento é de terça a domingo de 10h às 19h. De março à dezembro, de 10h às 18h. ATENÇÃO! O museu está fechado às segundas-feiras.

A casa fica na rua Fernando Márquez de la Plata 0192, Barrio Bellavista. A estação de metrô mais próxima é a Baquedano (cerca de 5 quarteirões).

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