Obra Através, de Cildo Meireles - Inhotim

A obra já ganha a minha atenção por me permitir andar por vidros estilhaçados. Aquários com peixes prateados, cortinas, boxes, grades, entre outros, formam um pequeno labirinto transparente para nos levar a uma bola gigante de durex ao centro. A sensação de superar barreiras, encontrar caminhos e atingir nosso objetivo com uma certa liberdade é o que eu mais gosto aqui. E mesmo sem toda essa análise, é uma obra curiosa e grandiosa. Feita para agradar leigos e amantes da arte.



Na explicação do Inhotim, Através (1983-1989) está entre as obras de Cildo Meireles nas quais, por meio de jogos formais com materiais cotidianos, o artista mostra a nossa maneira de perceber o espaço e, em última análise, o mundo. É uma coleção de materiais e objetos utilizados cotidianamente para criar barreiras, com os mais diferentes tipos de usos e cargas psicológicas: de uma cortina de chuveiro a uma grade de prisão, passando por materiais de origem doméstica e industrial. Sempre em dupla, os elementos se organizam com rigor geométrico sobre um chão de vidro estilhaçado, oferecendo diferentes tipos de transparência para os olhos, que à distância penetram a estrutura. O convite é para que o corpo experimente de perto esta estrutura, descobrindo e deixando para trás novas barreiras. Com sua conformação labiríntica e experiência sensorial de descoberta, Através e seus obstáculos aludem às barreiras da vida e ao nosso desejo, nem sempre claro, de superá-las.

Veja nosso vídeo na obra:

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