O Palácio de Westminster é a casa do Parlamento Britânico, o prédio do relógio Big Ben e da Elizabeth Tower. São mais de 900 anos de história em um lugar! E é possível conhecê-lo por dentro.



São três as opções para quem deseja entrar: assistir um debate público na House of Lords ou na House of Commons, um tour guiado ou um tour independente com informações em áudio (disponível em português do Brasil!).

A única opção gratuita é a de assistir um debate. Depois, os ingressos custam a partir de £18,00 (cerca de R$ 70,00) para o tour guiado por áudio para adultos, ou £16 para estudantes (com as taxas).

É possível comprar o ingresso em uma bilheteria que fica exatamente do lado oposto do rio da London Eye. Mas o recomendado mesmo é que a compra seja realizada pelo site oficial, para que não haja risco de se esgotarem os ingressos.

O número 1 é a bilheteria e o número 2 a entrada para quem já está com o ingresso
Para quem escolheu a opção com o guia apenas em áudio, que foi o meu caso, a visita dura entre uma e uma hora e meia. Os horários disponíveis para este tour são de 9h20 até às 16h30. É recomendado chegar com cerca de 20 minutos de antecedência para passar pela segurança.

Um pouco da história do Palácio de Westminster


O prédio que hoje é o Palácio de Westminster começou com o Westminster Hall, construído em 1097 pelo rei William II. Na época, era apenas um salão usado para cerimônias e banquetes reais. Mais tarde, no reinado de Henry II, quase um século depois, o local se tornou também um dos abrigos para parte do tesouro real.

Foi só com o rei John (1199-1216) que o local começou a se tornar um centro governamental, quando recebeu a administração do reino, como a Receita Federal. No reinado seguinte, de Henry III, o palácio finalmente começou a ser palco das decisões do governo. Foram construídos dois tribunais - Court of Common Pleas e Courts of the King's Bench and of Chancery, além de ser o local em que o rei concedia doações, honrarias e títulos.

Além disso, Henry III, construiu a capela da rainha, o quarto da rainha e o quarto do rei no edifício, sendo este o lugar em que acontecia a abertura anual do parlamento, ainda em 1259, e mais tarde os debates. Também foi feito um trono real no Westminster Hall, simbolizando a constante presença do rei.

Dando um pulo na história, em 1834 um grande incêndio destruiu o prédio original e basicamente só o Westminster Hall ficou de pé. O prédio que conhecemos hoje foi fruto da reforma que começou somente em 1840.

O Parlamento Britânico


A ideia é parecida com a do nosso Congresso Nacional. É o órgão legislativo do governo do Reino Unido; cria leis, avalia e aprova as ações e os gastos do governo, etc. É bicameral, ou seja, dividido em duas casas: a House of Lords e a House of Commons, assim como no Brasil temos a Câmara dos Deputados e o Senado.

A House of Lords é composta de membros indicados pela Rainha com a aprovação do Primeiro Ministro, sem afiliação partidária e de diferentes áreas de conhecimento, e por 26 arcebispos da Igreja da Inglaterra. Antigamente eram os nobres conselheiros do Rei. O mandato dos Lordes é vitalício.

Já a House of Commons, que antigamente era composta por cavalheiros e comerciantes, hoje é formada por membros eleitos pelo povo. É a casa com mais poder no Parlamento, e também composta por mais membros. O monarca não pode entrar na Câmara dos Comuns por uma convenção histórica.

Por dentro de Westminster


O prédio possui cerca de 1100 salas, mas só é possível conhecer 8 delas. Veja o mapa oficial com o percurso que pode ser feito na visita:


A visita começa, é claro, pelo Westminster Hall.



Depois, seguimos para o St. Stephen's Hall, aonde eram realizadas as reuniões da Casa dos Comuns (House of Commons) até o incêndio destruir a capela, de mesmo nome, que ficava no local. Entre os anos de 1945 e 1950 o local também foi usado para a primeira sessão parlamentar do ano, pelos membros da Casa dos Comuns, já que a câmara foi danificada durante a segunda guerra. Hoje, estão demarcadas no chão o lugar em que ficava a mesa da casa e a cadeira do orador.

A sala é decorada com estátuas de parlamentares famosos e dos primeiros reis e rainhas da Inglaterra, e pinturas que retratam momentos importantes na história do Reino Unido.

A próxima parada é o Central Lobby, o ponto central entre as duas casas parlamentares. Tem o formato de um octágono e em cima de cada porta está o padroeiro de um reino do Reino Unido - São Jorge, da Inglaterra, St. Patrick, da Irlanda do Norte, Santo André, da Escócia, e São Davi, do País de Gales. Os arcos de cada porta são decorados com mais estátuas de reis que ocuparam o trono da Inglaterra e do Reino Unido.

Credits: UK Parliament
Seguimos através do Peers Lobby e chegamos à Câmara dos Lordes (Lord's Chamber), aonde se reúne a House of Lords, a monarca é recebida e acontece a abertura do ano parlamentar com as duas casas reunidas com a rainha.

É a sala mais luxuosa que visitamos. Algumas das pinturas que adornam a sala representam justiça, religião e o cavalheirismo (honra, bravura). As estátuas são dos lordes e bispos que presenciaram a assinatura da Magna Carta (a antiga Constituição Inglesa).

No fundo da sala, entre as "arquibancadas" que ficam ocupadas pelos Lordes, está o trono da Rainha. Em frente a ele, a cadeira do Lorde orador.

Credits: UK Parliament
A Royal Gallery, que seria a próxima parada do nosso tour, estava fechada no dia de nossa visita. É nesta sala que são realizados eventos do parlamento, como a recepção de líderes estrangeiros e jantares. No século 20, era usada também para julgamentos.

Credits: UK Parliament
A Robing Room também estava fechada para reforma. É nesta sala que a rainha abre o ano parlamentar, e também aonde ela coloca os trajes e a coroa para participar de uma sessão na Câmara dos Lordes.

Credits: UK Parliament
Voltamos pelo Peers Lobby, cruzamos o Central Lobby e chegamos ao Members Lobby, que nos levará até a Câmara dos Comuns.

Desde o lobby, a parte do Parlamento dos Comuns é infinitamente mais simples que a dos Lordes. A entrada para a Câmara é sob o chamado Churchill's Arch, o qual possui uma estátua de Winston Churchill de um lado e de Lloyd George do outro. Do lado oposto da sala da estátua de Churchill há também a estátua de Margaret Tatcher.

O lobby foi destruído na segunda guerra e ainda é possível ver nas paredes o que restou da construção antiga e o que veio com a reforma.

A Câmara dos Comuns não é ornamentada com ouro ou quadros e é muito maior do que a dos Lordes. A cadeira central, entre as "arquibancadas" ocupadas pelos membros eleitos, é ocupada pelo Primeiro Ministro.

Credits: UK Parliament
É possível visitar a Elizabeth Tower, que abriga o relógio Big Ben, também. Contudo, o local está fechado para reformas até 2020.



O Kennedy Space Center é o Centro de Operações de Lançamentos da NASA. Fica em Cabo Canaveral, pertinho de Orlando. Pode ser uma ótima opção de passeio diferente dos parques da Disney.

Está localizado a aproximadamente 110km do complexo da Disney - mais ou menos uma hora e dez de viagem.

Eles não oferecem transporte oficial de Orlando para lá. Contudo, trazem no site oficial opções de trajeto de vários locais - confira aqui. Outra ótima opção - DICA DE OURO - é o aplicativo here. O app é gratuito e funciona offline. Basta baixar o mapa da(s) cidade(s) ou estado que vai visitar enquanto estiver com wi-fi, e depois ele funciona normalmente, te localizando por satélite, sem utilizar mais nem um pouco de internet.



Este é um passeio que toma o dia todo (mas só um dia é suficiente). O complexo está aberto para visitas de 9h às 19h. O preço do ingresso de um dia é 50 dólares para adultos (com o dólar a R$3,76, este valor equivale a aproximadamente R$ 188) e 40 dólares para crianças (aproximadamente R$ 150).

Conseguimos um pequeno desconto em uma revistinha de passeios de Orlando que estava disponível na recepção do condomínio em que alugamos uma casa. Não deixe de procurar saber sobre descontos no seu hotel!




Inevitavelmente todos começam pelo Rocket Garden. Mas não se perca por aqui, que se limita às fotos que podem ser feitas ao longo de todo o dia.

Para começar de fato seu passeio, vá direto ao Space Shuttle Atlantis Exhibit, local que toma mais tempo e em que está localizado o Shuttle Launch Experience, um simulador de lançamento para o espaço.





Desde a estrada é possível ver uma imponente estrutura, que confesso ter pensado ser um foguete. Essa estrutura é, na verdade, apenas o tanque dos foguetes, e hoje é a entrada para o Space Shuttle Atlantis Exhibit. É fácil vê-lo do Rocket Garden. Siga até ele.






A primeira coisa é um rápido vídeo sobre a historia da construção dos foguetes. É emocionante! Dá até vontade de ser engenheira, rs. Em seguida, entramos na sala de exposição da imponente nave Atlantis. Para mim, esse espaço é o melhor de toda a visita.




Por ser totalmente interativa, essa sala costuma agradar todas as idades. A magnitude dos equipamentos e a possibilidade de ver como é a vida dos astronautas em uma missão impressionam.

Além disso, oferecem ao final a experiência de um lançamento de um foguete em que você é o astronauta. O Epcot Center oferece uma atração muito parecida - Mission Space -, mas aqui ela é muito mais completa. Vale a pena!!!



Ficamos tanto tempo no Atlantis Exhibit que ao sair já era hora do almoço. O complexo de visitantes oferece algumas opções de restaurante, incluindo um  com os astronautas.

Daí, seguimos direto para a fila do ônibus para o tour no Kennedy Space Center. O ônibus começa a rodar às 10h e passa a cada 15 minutos. O último ônibus sai às 15h30. O passeio leva de 1h30 à 2h30.

A fila para este passeio estava gigante. Enquanto esperávamos um astronauta apareceu para quem quisesse tirar fotos.



O ônibus passa pela plataforma de lançamento e pela sede da NASA em Cabo Canaveral. Depois deixa os visitantes no histórico local de lançamento do Apollo VIII, onde hoje foi construído o Apollo/Saturn V Center.




Na entrada, assistimos a um pequeno filme mostrando o lançamento da Apollo VIII. Então as portas se abrem direto para a histórica sala de controle daquele dia.



Depois, entramos em mais um espaço de exposição. Esse local possui uma sala inteiramente dedicada a Apollo 14, que conseguiu, com sucesso, completar a difícil missão de sua antecessora, Apollo 13, que teve uma série de problemas técnicos.



Capsula Apollo 14
Por fim, ao voltarmos ao Complexo, assistimos aos dois filmes 3D que exibem.

A experiência como um todo é super legal. Mas falta a organização e o know-how dos parques da Disney e da Universal Studios, especialmente para organizar as filas. Isso realmente tornou o passeio um pouco desgastante. Importante destacar que fomos em alta temporada, dia 27 de dezembro de 2015.


A cerca de 30 minutos de Munique, está o antigo campo de concentração de Dachau, que hoje é um memorial do holocausto e museu.

Ele foi o primeiro campo da região da Baviera, instalado por Heinrich Himmler, comandante da SS (a guarda do partido nazista), em março de 1933. Os primeiros prisioneiros que foram para este campo eram políticos, especialmente comunistas. Em seguida, chegaram os social-democratas e, só mais tarde, os judeus.

Dachau ficou conhecido por ser a "escola da violência" para todos os outros campos de concentração. Theodor Eicke, que se tornou comandante do SS no local em junho de 1933, desenvolveu o sistema dos Campos de Concentração Nacionais-Socialistas e treinou os guardas para não sentirem pena nem terem misericórdia, usando sempre a frase "Tolerância é fraqueza". Isso era chamado de "espírito de Dachau".

Mais tarde, Eicke foi nomeado para Inspetor dos Campos de Concentração na Europa e Líder da guarda SS. Assim, ele ganhou autoridade sobre todos os campos e disseminou o modelo.

Em Dachau estão abertos para visitação o acampamento dos ex-prisioneiros e a área da câmara de gás e do crematório. Além disso, tem o museu, que é super completo, enorme, com vídeos, fotos, objetos e muita história. São cerca de 3 horas de passeio - e isso porque a maior parte do antigo campo de concentração, o acampamento da SS, não é aberto ao público (desde 1972, o lugar é usado pela polícia de choque da Baviera). 

Para chegar lá, fomos de táxi. Ida e volta Munique-Dachau ficou, no total, em cerca de 80 euros (20 euros por pessoa, já que éramos 4 em cada carro). Na volta, é só pedir na recepção do museu para chamarem o táxi. É possível também (e mais barato) ir de trem - ele sai da estação central de Munique (Hauptbanhof). Pegue o trem S2 na direção de Dachau/Petershausen. O trajeto até lá demora cerca de 25 minutos. Ao sair da estação em Dachau, vá até o ponto de ônibus bem em frente e pegue o 726 em direção a Saubachsiedlung para chegar à entrada do memorial KZ- Gedenkstätte. Se comprar o ticket de grupo, de 2 a 5 pessoas, fica cerca de 20 euros também, só que para todos juntos. Para entrar no museu, a entrada com o áudio guide custa entre 2,50 e 3,50 euros.

No dia que fizemos a visita estava muuuuuito frio, ventando e chovendo bastante. O clima ficou ainda mais triste (se é que isso é possível!). Passamos aperto, porque é preciso andar um bocado ao ar livre, entre um pavilhão e outro. Foi cansativo, mas valeu a pena. A visita é imperdível. O clima é pesado, mas é a história do mundo. Não tem forma melhor de ver o que aconteceu, de relembrar para não repetir.


                  


Pintura da SS - "Rauchen Verboten" - que significa "Proibido Fumar"
Nos doze anos da existência e funcionamento de Dachau, mais de 200.000 pessoas de toda a Europa foram presas ali e nos numerosos sub-campos ao seu redor. Dessas, 41.500 foram assassinadas. Só em 29 de abril de 1945 as tropas norte-americanas libertaram os sobreviventes.


"Arbeit macht frei" – “O trabalho liberta” - Licensed under CC BY-SA 3.0 via Wikimedia Commons
O portão que serviu como a entrada e saída principal para o acampamento dos prisioneiros e que separou os prisioneiros do mundo exterior, trazia a propaganda nazista de que o trabalho libertaria. O objetivo era minimizar o que realmente acontecia ali. Queriam transmitir a ideia para os que estavam de fora de que era apenas um campo de trabalho e reeducação. Além disso, remetia ao trabalho forçado que usavam como método de tortura e extensão do terror da vida ali.

A partir de 1938, com a expansão do nazismo para outros países europeus, Dachau recebeu prisioneiros austríacos e checos. A partir de 1940, chegaram também prisioneiros de guerra da Polônia, Noruega, Bélgica, Holanda, França, entre outros. Logo, os alemães se tornaram uma minoria.

O monumento imponente que se encontra bem no centro da entrada do prédio principal foi projetado pelo artista Iugoslavo, sobrevivente do campo, Nandor Glid. Ele tem uma mesma inscrição em várias línguas que significa "Que o exemplo daqueles que foram exterminados aqui entre 1933 e 1945 por causa de sua luta contra o nacional-socialismo unir os vivos em sua defesa da paz e da liberdade e em reverência da dignidade humana." O monumento foi criado sob a suposição de que o visitante iria tomar o mesmo caminho que os prisioneiros andaram uma vez, entrando através do mesmo portão. De acordo com o site oficial de Dachau, “O esqueleto humano comemora aqueles, que em um ato de desespero, pularam a cerca de arame farpado. Morte no campo de concentração era comum e onipresente. Esta descrição não é apenas simbólico, também conta a história dos muitos suicídios cometidos neste caminho no campo de concentração de Dachau”.



No final do monumento as palavras "Never Again" são escritos em iídiche usando letras hebraicas, e em Francês, Inglês, alemão e russo. Uma urna com as cinzas do desconhecido campo de concentração de prisioneiros está diante dele e recorda o destino de milhares de pessoas cujos cadáveres foram queimados no crematório. Ele foi enterrado aqui em Maio de 1967. O painel no lado estreito esquerdo do monumento notas mais longe: "Este monumento foi erguido em honra das dezenas de milhares de mártires, que morreu aqui como vítimas da tirania nacional-socialista e foi dedicado em setembro 8 de 1968 pelo Comité Internacional de Dachau. "

No pátio em frente a este prédio e ao monumento, os prisioneiros eram forçados a formarem filas de manhã e à noite, todos os dias, para as contagens nominais que duravam horas - fizesse chuva ou fizesse sol. Às vezes eram obrigados a arrastar os que morreram para a contagem ficar certa. Se a contagem não fosse certa, o procedimento durava por mais tempo. Muitos prisioneiros ficaram doentes ou morreram nesta rotina.


A exposição principal fica no edifício de manutenção, que além de oficinas e armazéns, a cozinha e a lavandaria dos prisioneiros, era aonde eram realizados os chamados "Schubraum", o procedimento de registro dos prisioneiros recém-chegados (e entrega de todos os pertences que tinham com eles) e os banhos coletivos. Hoje é neste prédio que está documentada toda a história do campo. Antigamente, ele tinha, escrito no teto, a frase "Não é um caminho para a liberdade. Seus marcos são: obediência, honestidade, limpeza, sobriedade, diligência, ordem, auto-sacrifício, honestidade, amor à pátria".

Ficha de cadastro de prisioneiro
Os banhos eram a última estação do procedimento de admissão. Ali, tinham suas cabeças raspadas, eram desinfetados, tomavam banho e vestiam suas roupas de prisioneiros. Os outros presos, que já moravam no campo, só passavam por lá uma vez por semana no início, e mais tarde com ainda menos frequência, para se banhar. Eles se molhavam através sob sprinklers fixados à parede.


Foto do banheiro na época e como está hoje


No fim do pavilhão fica um memorial internacional. Lápides, mensagens e placas de famílias e países ficam expostas lembrando aqueles que perderam. A sala tem um livro imenso com todos os nomes dos que passaram por Dachau.


Em 1933, Theodor Eicke criou regulamentos disciplinares e punições severas para o campo, até mesmo sentenças de morte. Apesar de transmitir a ideia de um ordenamento jurídico, os guardas podiam agir de forma arbitrária. Com frequência, os prisioneiros eram detidos no bunker, uma prisão dentro de outra, bem atrás do edifício de manutenção, para isolar os rebeldes. Sofriam flagelações e outras torturas.


Depois do pátio em que os presos eram contados, há um corredor enorme. Na época, o caminho era cercado por 34 casinhas, mas o exército americano destruiu todas. Apenas duas casas foram reconstruídas para compor o museu. No fim do caminho está a capela. A posição dos antigos edifícios está marcada pelas fundações de pedra no chão. O arranjo simétrico das construções foi implementado em quase todos os campos de concentração. Placas indicam o que um dia foram as instalações - enfermaria, biblioteca, cantina, etc.


O atendimento médico no campo era totalmente inadequado. Além disso, aproveitavam o espaço para realizar experimentos em seres humanos. Por exemplo, colocavam mosquitos infectados com malária dentro de pequenos cubos que instalavam no corpo dos prisioneiros. Queriam que eles fossem infectados para então realizarem testes de medicamentos e tratamentos neles. Alguns, eram colocados em água gelada para que congelassem e assim descobrissem o tempo médio que um homem sobrevive naquelas condições. Vídeos e objetos na exposição principal mostram estes experimentos e fotos expostas gravaram a agonia de quem era levado para estas salas.


Os campos eram projetados para receberem cerca de seis mil prisioneiros, mas foram superlotados nos anos subsequentes. Os quartos eram compostos por uma série de “tricamas”, como na foto abaixo:


No fim da via, à esquerda da capela, fica a área das câmaras de gás e do crematório. Os fornos estavam em funcionamento dia e noite. No final de 1944, a área não era suficiente para cremar tantos mortos. Na libertação do campo, no final de abril de 1945, os soldados americanos encontraram inúmeros cadáveres empilhados no local.



As fontes usadas para escrever este post, além da minha visita pessoalmente ao local, foram o folder da exposição e os seguintes sites:
https://www.kz-gedenkstaette-dachau.de/index-e.html
http://www.dachau.de/en/tourism/dachau-concentration-camp-memorial-site.html

A Polônia é também conhecida como a "Terra do Âmbar" por ser banhada pelo Mar Báltico, a região de maior fonte da resina. Âmbar parece pedra mas não é! De origem vegetal, é uma resina fossilizada de árvores que agiam como proteção contra a invasão de bactérias e insetos. Com o tempo, perde ar e a água de seu interior e torna-se dura e resistente. Hoje ela é muito usada em objetos ornamentais como colares, anéis, pulseiras, broches e abajures.


Objetos ornamentais (Wikimedia)

No mercado Rynek Glowny, localizado no centro de Cracóvia, é possível encontrar muitas peças que contém, além de restos de plantas (folhas, flores..) belamente preservados em seu interior, insetos, aranhas, formigas, lagartos, anelídeos e outros organismos que foram envoltos quando a resina se formou e que nela ficaram aprisionados.




Colar de escorpião (Wikimedia)
Colares




A moeda local é Zloty Polonês sendo 1BRL = 1,25PLN. Um colar desses pode chegar à 200 reais!


Brincos e pulseiras de Âmbar


Certos países da Europa usa-se o âmbar como medicina natural. O acessório é comum no pescoço de crianças e bebês por liberar um componente conhecido como ácido succínico que possui propriedades analgésicas, cicatrizantes e anti-inflamatórias. No mínimo interessante, não? :)


PS: Em Cracóvia fiquei no Flamingo Hostel bem no centro e perto do Mercado. Veja aqui o post com dicas para escolher o hostel ideal para você!


Kalina Barsante é autora do blog ABCDinheiro. Estudante de administração, também é apaixonada por viagens e gastronomia.
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